Eu me conheço. Me conheço tão bem que tenho claro que tenho muito a me conhecer ainda. Falo isso porque sei quem fui ontem, acho que sei quem sou hoje, mas não faço ideia de quem de fato serei amanhã. É tipo aquele “sei de onde vim, sei aonde estou, mas não sei pra onde vou”.

Sabe aquela música do Raul? “Eu prefiro ser, essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”. Me identifico muito. Sou uma pessoa que vive em constante mudança. Há quem veja isso como algo ruim, “alguém que não sabe o que quer”, mas eu vejo de outra maneira. Me recuso a ignorar meus impulsos e persistir em ser a mesma pessoa só pra agradar alguém. Eu encaro essas minhas mudanças como amadurecimento.

Hoje vivo uma rotina diária muito puxada. Esse ano, eu e a Aline completaremos cinco anos de casados e nesse período eu tenho trabalho demais. Só por ser um pai de família no meio dessa crise que nosso país enfrenta e conseguir sobreviver já me sinto um campeão. Mas é claro que eu não quis viver assim e sei o quanto esse ritmo tem me feito mal. É claro que eu desejo com urgências mudanças na minha vida.

Ah, e eu sei o que eu quero pra minha vida: ser uma metamorfose ambulante.

Você deveria experimentar.