É verdade, hoje em dia todo mundo já sabe que “igreja somos nós e Deus não habita em prédios feitos por mãos humanas“. É sim, a igreja não tem parede. Não, não tem. Já entendemos que “Deus mora no nosso coração“. Sim, é verdade.

Mas se é tão verdade assim que acreditamos nisso, por que ainda estritamos nossa vida-de-igreja a um grupo-de-convívio-social (vulgo “igreja local”, ou algo assim)? Oras, se não existe paredes na moradia de Deus, obviamente não existe juridição-gospel ou algo do tipo. Então, nosso chamado como cristão é simplesmente um chamado a humanidade. Não existe ministério destinado a igreja-local, isso seria contraditório a própria essência eclesiástica da igreja, que foi chamada não a ela mas pra fora dela. E como poderia ser um chamado pra ela se é indefinida, sem paredes?

Todo cristão é um missionário em potencial. Igualzinho esses que morrem na Coreia do Norte. A diferença é que você foi chamado para morrer aqui mesmo (no caso, aí). Morrer pra essa ideia de que nascemos para brincar de igreja, para assim nascermos para ser ela. Ser 24 horas por dia, 7 dias por semana. Ser não quando você pratica as tradições cristãs ou quando “parece um crente”, mas ser toda hora, mesmo quando você nem parece que é de uma igreja. Aliás, “parecer igreja” é muito diferente de “ser igreja”. Isso pra não ser abusado e generalizar, dizendo que não dá pra ser os dois.

Precisamos urgentemente entender que “ser igreja” é entender o significado da nossa vida e não ter que tornar ela nada, apesar de que enquanto entendemos ela muda.  É muito menos ainda frequentar as paredes de um prédio feito-por-mãos-humanas. Você, crente, foi chamado para a humanidade. Começando pelos serumaninhos que você está vendo hoje.

Boa semana!