Vi a primeira vez a respeito dessa síndrome lendo “O Futuro da Humanidade”, de Augusto Cury, um psiquiatra brasileiro de renome.

O nome “tri-hiper” se dá pelo fato da pessoa desenvolver 3 características de sua personalidade de maneira excessiva. São elas: hipersensível, hiperpreocupado e hiperpensante.


Hipersensível

Sabe aquela pessoa que só pensa em si e é extremamente individualista? O hipersensível é o totalmente o oposto. Ele tem hipersensibilidade emocional, sofre de empatia aguda e se sente muita culpa em perceber o sofrimento alheio e não poder fazer nada.

Ele se preocupa excessivamente com a vida alheia, sem dar espaço para que os outros tomem suas próprias decisões. Qualquer ofensa pode atingi-lo em cheio. Pequenos problemas tornam-se monstros. Frustrações são um martírio que atrapalham incontáveis noites de sono. Por viver naquela correria moderna, não tomam um tempo para dar uma refletida, preservar a paz, a auto-estima, reforçar as bases do seu interior.

Hiperpreocupado

Morre de medo de ser rejeitado e perder seu valor social. Ele é hiperpreocupado com sua imagem social e por isso deixa de ser livre, espontâneo, ousado e original.

Monta perfis nas redes sociais totalmente atraentes. 10 mil amigos, fotos sorrindo, nas festas, praias, com decotes e fazendo biquinho. Gosta que todos saibam que ele é bacana.

Hiperpensante

Ele tem hiperprodução de pensamentos, é extremamente ansioso e não consegue nunca parar de pensar e fazer as coisas. Relaxar é um grande desafio, mesmo que seja por poucos minutos.

“Paciência” é uma palavra quase extinta do seu dicionário. Senta para conversar com um amigo e em menos de 30 segundos ele já está com a cara colada no celular sem me responder.


De acordo com o próprio Cury, as pessoas que possuem essa síndrome são as salvadoras da humanidade e ele as chama de “pessoas especiais”, que fazem o mundo melhor. São emocionalmente ricas e excessivamente doadoras. As pessoas que têm a síndrome tri-hiper são ótimas para os outros porém carrascos com si mesmas. São éticas, singelas, afetivas, mas não têm pele emocional. Por terem menos defesa emocional, ficam mais expostas aos transtornos e são tendenciosa a desenvolverem ansiedade e depressão.


Tihh Gonçalves ©